O povo mais burro do mundo Só o povo mais burro de todo mundo votaria em militares Muitos voltarão a passar fome nessa volta ao passado Um passado triste, perverso, nojento, covarde Máquina do tempo voluntária na vida real Com dores, retrocesso Pária Mas dizer o que do povo mais burro do mundo? Antes faltava empatia, agora nem sofrendo na própria pele se observa perspectiva de mudança O povo mais burro do mundo Que não sabe o que fazer com a liberdade e a rifa em uma quermesse Barata, dada Para ser esmagado como baratas O povo mais burro do mundo Rodrigo Ferret – 03/02/2021
Contempla-te o que perdeu Em estado de permanência Agora, o tempo se arrasta Areia de ampulheta O que ganhastes em escolher a realidade Fugiu de ti em tudo que ousou sonhar Agora, o tempo se arrasta Areia de ampulheta E s em que ninguém saiba o que sentes ...
O relâmpago capturado Ele nasceu em Caracas – Venezuela, em 1889. Com talento inato e precoce, logo foi viver em Madri, Barcelona (onde teve aula com o pai de Pablo Picasso) e Paris. Em 1915 voltou ao seu país e em 1920 se ausentou do mundo para morar em Macuto, de frente ao mar do Caribe. Ali, recluso no Castillete, uma cabana de pedra, palha e madeira, se tornou o grande Armando Reverón, um dos maiores artistas do século XX. Passou o resto da vida ao lado de sua amada Juanita, suas musas de pano criadas por suas próprias mãos e da exuberante paisagem. Reverón em uma verdadeira antropofagia de luz, capturava a luz do Caribe e a transformava em obras de arte em telas pintadas de forma furiosa e genial. Reveron dizia que cada hora que passa tem uma cor diferente e se ajoelhava perante o sol que raiava para cumprimenta-lo. Por usar instrumentos e materiais convencionais em suas obras, parte do legado se dissolveu na própria luz que ele capturou, dissolvidas...
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